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Serialização de Embalagens de Alimentos: como isso beneficia fabricantes?

Por Delano de Valença, Head de Negócios Procenge

Quando pensamos em produtos “falsificados”, a primeira coisa que vem à mente geralmente são produtos de luxo. Logo, são bons exemplos as bolsas de grife e smartphones. Contudo, nos dias de hoje, é provável que esses produtos sejam alimentos e bebidas adulterados por aproveitadores.

Essas pessoas buscam ganhar dinheiro rápido às custas dos clientes em toda a cadeia de suprimentos de alimentos e bebidas. Isso acontece quando os produtos mudam de mãos várias vezes, causando uma falta de transparência em tempo real. Esse cenário, permite que a fraude, a falsificação e a adulteração de alimentos passe despercebida.

Assim, cada processo envolvido na criação de um produto alimentar, desde o início até a embalagem e o transporte, é uma oportunidade para alimentos abaixo do padrão entrarem na cadeia de abastecimento.

Por que isso é um problema?

Produtos alimentícios falsificados infringem direitos de propriedade intelectual, enquanto produtos alimentícios abaixo do padrão não cumprem as leis relacionadas à produção, embalagem, armazenamento e distribuição.

Embora tenha havido vários escândalos notáveis na China – como a adulteração de fórmulas infantis com melamina em 2008, quando cerca de 54.000 bebês foram hospitalizados – o problema se tornou global que afeta a confiança do consumidor e, por sua vez, o lucro das empresas no indústria de alimentos e bebidas.

Então, o que está sendo feito sobre essa atividade que afeta negativamente os fabricantes de alimentos e bebidas?

Aplicação da Legislação Nacional

A Operação OPSON, executada anualmente pela Interpol e Europol, visa especificamente as redes de crime organizado por trás do comércio ilícito de alimentos que abrangem 60 países e envolve a polícia, alfândegas, agências nacionais de alimentos, órgãos reguladores e parceiros do setor privado.

Em 2017, Opson VI resultou na apreensão de 10.000 toneladas de alimentos falsificados ou abaixo do padrão. Além disso, forma mais de 26 milhões de litros de bebidas falsificadas, com prisões feitas nas Américas, Ásia e Europa. Em outubro de 2017, foi divulgada a notícia sobre o maior fornecedor de aves dos principais supermercados do Reino Unido. A informação era de uma suposta alteração nos registros e falsificação nas datas de abate para esticar artificialmente a vida comercial da carne.

Gravações secretas na fábrica também indicaram um nova preocupação. As porções de frango devolvidas pelos distribuidores de supermercado foram reembaladas e enviadas novamente para mercearias rivais. Essas práticas podem impedir as autoridades de fazer o recall da carne contaminada, no caso de surto de intoxicação alimentar.

Até a última atualização desse artigo, o grupo está enfrentando um inquérito parlamentar e suspendeu as operações em sua planta de processamento principal.

Varejistas também tendem a montar defesas

Regulamentações, medidas e suas aplicações são fragmentadas através das fronteiras internacionais, e a legislação tem dificuldade em acompanhar a falsificação. Portanto, é provável que os varejistas continuem tomando as decisões por conta própria, evitando que alimentos falsificados entrem em sua cadeia de abastecimento e em potencial de litígio. Em outras palavras, isso pode envolver a introdução de recursos de rastreamento e novas tecnologias, como Blockchain, que se tornam um requisito para fazer negócios.

Dessa forma, este é um problema particularmente urgente para varejistas online. Por outro lado, essas empresas precisam encontrar maneiras de manter a confiança do consumidor. Afinal, a qualidade não pode ser presumida ou verificada pela imagem ou descrição do produto. Temos como exemplo uma ação judicial de 2017 da Amazon. A empresa estava supostamente estendendo seu programa de transparência de combate a falsificações além de seus próprios produtos para vendedores terceirizados, com especulações de que o programa se tornará obrigatório no futuro.

No início de setembro de 2017, foi relatado que a Amazon informou aos vendedores que registraram SKUs com a equipe de Transparência que eles precisariam adicionar seu Código de Produto Universal proprietário para garantir a autenticidade. Caso contrário, ele correriam o risco de ter o inventário rejeitado ou ser removido do mercado. Com a Amazon tendo feito uma incursão no varejo de alimentos através da aquisição da Whole Foods, a indústria de alimentos pode antecipar mandatos semelhantes.

Serialização: aplicando os sucessos da indústria farmacêutica aos alimentos

Quando se trata do que as pequenas e médias empresas (PMEs) em toda a cadeia de abastecimento de alimentos e bebidas podem fazer, a serialização é um tópico que está recebendo muita atenção atualmente. Embora não seja um conceito novo, a serialização é o processo de colocar um número exclusivo em um produto. Essa prática permite a rastreabilidade e autenticação da unidade de embalagem de venda final, em vez do nível de lote.

Neste sentido, a prática já está bem estabelecida na indústria farmacêutica. Neste mercado, ela é usada para fornecer a origem de medicamentos para combater a ameaça global de US $ 32 bilhões representada por medicamentos falsificados – principalmente devido ao aumento das farmácias online. Além disso, também é uma metodologia já implementada no setor de alimento. A indústria de leite em pó da Austrália e o setor de vegetais frescos do Canadá são alguns exemplos.

Com a crescente pressão de consumidores, governos, indústrias e mídia para lidar com fraudes e imperícia, a indústria de alimentos é a principal candidata para a serialização. Afinal, ingerir ingredientes prejudiciais em produtos falsos e bebidas pode ser tão perigoso quanto remédios falsos. Outras formas de engano, como substituição de produto, também podem levar a danos econômicos e de reputação substanciais ao valor da marca.

A serialização de itens individuais e a capacidade de rastreá-los em toda a cadeia de abastecimento se torna essencial. A partir disso, produtores e processadores podem garantir a autenticidade dos produtos, fornecendo todas as garantias necessárias aos seus clientes.

Simplificando a Adoção da Serialização para Fabricantes de Alimentos e Bebidas

A solução ERP para fabricantes/distribuidores de alimentos e bebidas oferece uma solução de serialização e rastreamento. Originalmente, ela foi desenvolvida e comprovada entre clientes de ciências biológicas com requisitos rigorosos. Seus recursos e funcionalidade podem ser aplicados prontamente à indústria. O objetivo é garantir total rastreamento e conformidade com as regras e regulamentos de qualquer país, agora e no futuro.

A solução captura e registra todas as informações relevantes, como números de série e do lote, atributos do lote e muito mais, nos processos logísticos de entrada, produção e saída. Os números serializados são gerados automaticamente, aleatoriamente ou com base em um algoritmo. Além disso, eles podem ser agregados em um número de lote.

Quando os produtos são despachados, os códigos de barras podem simplesmente ser lidos com um dispositivo portátil. Assim, determina-se quais números de série estão dentro da remessa e para quais clientes eles estão indo.

Por fim, a adoção da serialização é uma oportunidade para os fabricantes de alimentos e bebidas protegerem suas marcas. Com isso, é possível detectar e gerenciar ameaças de produtos falsificados, construindo a confiança do cliente com um diferencial competitivo.

Portanto, ao adotar uma abordagem proativa, você só beneficiará as operações. Ou seja, vai obter dados mais granulares, com suporte à logística reversa e recalls. Além disso, vai contar com a visibilidade precisa dos itens e quantidades em cada ponto da cadeia de suprimentos, possuindo um controle mais rígido sobre o estoque.

Sobre a Procenge

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